segunda-feira, 28 de junho de 2010

E por aqui...

É só festa. O Brasil para mesmo, não adianta. Além da Copa do mundo, no nordeste se comemora muito o São João... Então desde quarta que não se trabalha muito para não dizer "quase nada". Bem, além de enviar currículos, a mim só resta aproveitar.... Apesar das enchentes, tivemos um feriadão com muito sol e fomos passar dois dias nos chalés de uns amigos conhecidos aqui perto, na Ilha de Itamaracá. Não podia ser mais perfeito. Sol, churrasco, piscina. A praia não tá boa. Muito lixo das enchentes.
Fora isso, essa semana vou a um dos pontos de ajuda de voluntariado saber como posso ajudar também...
Bem, lá pro meio de julho penso que o país volte ao normal e eu consiga ser chamada para qualquer entrevista... Já estou virando uma "dona de casa desesperada!"

sexta-feira, 11 de junho de 2010

E que venham as vuvuzelas...

Agora que a casa já está em condições habitáveis, agora é hora de preparar para a Copa! Hoje vamos comprar as bolinhas, bandeira do Brasil que não temos, temos só a de Portugal e achar uma vuvuzela dessas porque eu não quero só ouvir, quero chatear também! Que coisinha chata esse som ensurdecedor nos jogos hein? Hoje, além de Galvão Bueno narrar, nossa "vuvuzela" permanente, tinha por trás aquele som de um besouro gigante, e olha que até Galvão tava reclamando do som!
Bem, o clima no Brasil não podia ser outro, respira-se Copa do mundo. Em todo canto! Lojas, ruas, apartamentos, casas, tudo! Onde você passa tem alguma coisa verdinha e amarela. Já nem me lembrava disso, pois as últimas duas copas estive em Portugal, em 2002 e 2006. Engraçado que em 2002 eu tinha acabado de chegar lá e achava tão estranho não sentir esse "clima", mas aí depois veio a Eurocopa em 2004 e tudo mudou, aliás, Felipão foi para a TV pedir aos portugueses que colocassem bandeiras na janelas, vestissem a "camisola" e Portugal atendeu. Foi um espetáculo lindo, eu que nunca estive numa copa posso dizer que o clima do Euro em Portugal foi das coisas mais legais que já vi e vivi!
Bem, agora chegou a minha vez de matar as saudades da festa daqui e tomara que ela dure! :)
Ah, quanto a minha torcida, todos sabem, sou brasileira de sangue, portuguesa de carteirinha :P nem eu sei qual será o sentimento no dia 25!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Minha vida offline na casa nova...

É verdade que tinha tanta coisa para arrumar e também curtir o espaço que a net fez pouca falta!
Bem, deu para estudar bastante e concluir dois artigos... 
Deu para ouvir meus cds que estavam encaixotados...
Deu para fotografar a Lua cheia da minha varanda, linda, iluminando minha casa!
Deu para pensar na decoração que vai ser montada aos pouquinhos...
Deu para tomar um vinho a sós...
Bem, deu pra muita coisa legal... Nada melhor do que estarmos na nossa casa... Aí fica uma mostra de um desses dias...


terça-feira, 18 de maio de 2010

A virose do desânimo...

Amanhã completa uma semana que uma mazela chamada virose (que tb não diz nada), tomou conta de mim e eu, sem poder parar, aos trancos e barrancos fui tentando fazer minhas coisas. No domingo, não aguentei e fui parar na urgência e tive que tomar soro porque minha pressão tava muito baixa... ok, ok, em Portugal era bem pior, uma gripe por mês, às vezes duas... A verdade é que essa virose insiste em não sair e fica acabando com minha vontade de fazer tudo! Que saco, odeio me sentir assim! Bem, espero voltar quando tiver mais animada até porque essa semana tou cheia, cheia de coisas importantes e quase, quase na casa nova também a espera da minha recuperação!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Imagens que trazem saudades...

Uma noite comum. Na tv, uma novela comum. De repente sou invadida por imagens de Lisboa, até estava a espera, há dias que já vinham passando, mas aquelas me pegaram de surpresa. Parque das nações, Ponte Vasco da Gama, Gare do Oriente. O suficiente para dar aquela dorzinha de saudade. Engraçado, essa paisagem era tão comum, pois quase todas as semanas eu ía a Lisboa, mas era só mais um lugar que eu descia e subia no trem, ou ficava ali peruando, fazendo hora a espera do trem ou para ir a uma reunião... Ou seja, cena típica de qualquer pessoa. Mas agora que estou longe pareceu tão familiar que fiquei emocionada. Passou um filme vendo aquelas imagens. Parece e é, tão distante hoje de mim aquela realidade. Fiquei ali só olhando e vendo como era familiar aquele cenário , sabia exatamente de cada coisinha que havia ali perto... Nostalgias a parte, não tenho saudades de voltar a morar em Portugal. Tenho saudades do país, dos amigos, dos lugares que adorava passar... Portugal foi minha casa durante os últimos 8 anos e meio, hoje é mais familiar para mim do que a minha própria cidade, que estou re-descobrindo... Portugal é hoje sinônimo de nostalgia, mas o mais legal é saber que vivi tudo que tinha para viver lá, isso tenho. Isso é bom, porque hoje tou bem resolvida aqui na minha cidade e ao mesmo tempo sei que meu vínculo com Portugal não terá fim, vai ter sempre uma cordinha me puxando pra lá, seja ela por imagem de tv, foto, uma palavra amiga, uma música. Ficou para sempre em mim.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

De volta ao Cine PE

 












Depois de quase 9 anos volto ao festival de cinema do Recife assistindo a mostra de curtas pernambucanos. A exibição foi no Cine São Luiz cinema tradicional da cidade (1952), recém-reformado e que por sinal continua lindo. A mostra que vimos é competitiva, e não sei, acho que a disputa vai ser acirrada! Os curtas surpreenderam, foram 7, e para mim, só 1 foi fraco.
Amor Selvagem, esse da foto acima, feito de Stop motion, com bonequinhos Gulliver e Playmobil, arrancou umas boas gargalhadas do público, tanto pela fotografia do filme como  o roteiro. Muito criativo.
Teresa também merece destaque. Documentário da pintora pernambucana Teresa Costa Rêgo, conta a  curiosa história de vida dela, que  saiu de uma família  bem tradicional do recife, estudou em escola de freira e mudou completamente de vida ao se apaixonar por um militante comunista em 1963 (1 ano antes da ditadura militar ser implementada). Resultado: virou clandestina, foi exilada, viveu em Paris e por aí vai! Teresa fez  também o público se encantar com seu humor sutil, além de que os quadros dela são de deixar qualquer um boquiaberto, atenção para os quadros que  falam do imaginário do bordel, ideia que ela tinha na cabeça desde criança  sobre  o que era um bordel. Me apaixonei pela obra dela, quero muito um dia um quadro desses! Ela tem seu atelier em Olinda e só podia ser na Rua do Amparo, que "abriga" pelo menos 20 artistas numa ruinha pitoresca da cidade alta. Cliquem no link que é mesmo interessante. Um outro bem legal, sem maiores produções e sim apenas uma boa ideia em pouco mais de 4 minutos, foi o Não sei se Devo.
O Cine PE é hoje um festival referência no País e os curtas de ontem me fizeram ficar feliz, vi que a produção pernambucana melhorou muito e, o melhor, já há bastante incentivos do governo para essas produções. Claro que sempre falta mais, mas o que temos já tem dado bons resultados.

Quadro Pátria Nua ou Ceia larga brasileira 


Esse post rendeu e foi publicado aqui! 

domingo, 18 de abril de 2010

Vai um caldinho?

Quando a gente contava aos portugueses que tomava caldinho na praia eles achavam super estranho. Como assim caldo quente num calor daqueles? A verdade é que o caldinho é bem típico de alguns lugares do Nordeste. Tentei descobrir a origem mas não encontrei, depois vou consultar o livro de um amigo meu sobre culinária daqui, talvez ele fale algo. Bem, caldinho é uma das minhas maiores perdições aqui em Recife. Tomo na praia e tomo nos bares que frequento, sim, tem em praticamente TODOS. Os da praia são vendidos por umas pessoas que andam com várias garrafas térmicas dentro daqueles sacolões de feira. Tem do Biu, da Morena, do Leandro, da Nega... ixe, é caldinho que não se acaba mais! Aí você vai criando laços com os que mais se identifica e quando quer tomar fica a espera que o SEU caldinho predileto passe. Sim, eles passam sempre. Caso queira arriscar, peça antes a prova, eles põe um pouquinho no copinho plástico. Normalmente tem de feijão, feijoada, sururu, marisco, caldeirada, aratu, peixe... só para citar os principais. Mas outro dia vi um homem passar com caldo verde, pois é, esse era especialista em caldo verde, não provei mas fiquei com uma vontade, acho que fiquei imaginando que ali teria um choriço português de brinde! Difícil não? Próxima vez ele não me escapa!
Quanto aos bares, cada um tem seu estilo de caldinho e seu leque de sabores. Ontem fomos a um bar chamado Ostreiro (ainda estamos conhecendo os bares do Recife, que não são poucos). O petisco lá é maravilhoso! Ostras enormes e bem geladinhas, o cara abre na hora junto a mesa e põe azeite e limão, se você quiser, claro, se não pode comer sem nada mesmo! Mas pelo menos o azeite eu aconselho. Resolvi provar o caldinho de camarão depois que vi o que minha amiga havia pedido. E o caldinho é esse aí da foto. Vem o caldo repleto de camarão e ainda umas torradinhas e o famoso casquinho de caranguejo, que é tipo uma pasta ou pirão feito com a carne do caranguejo.
Pode ser até difícil para um português entender a maravilha dessa iguaria nordestina sob o sol quente, mas a verdade é que na praia ou no bar, o caldinho cai muito bem,  forra bem o estômago, sendo uma das melhores combinações da cerveja, geladinha, claro!